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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Luiza: a princesa guerreira 💜

Olá! Eu me chamo Sabrina, sou mãe da Luiza e vim contar um pouco da nossa história. A Luiza foi muito esperada e amada. Após três anos de tentativas eu  finalmente consegui engravidar. Ela nasceu em 23 de abril de 2017 com 41 semanas e 01 dia. Foram 26 horas de trabalho de parto (induzido), 18 horas com a bolsa rompida e após, tentarem de tudo para fazer parto normal, acabamos na cesárea. Ela nasceu com 3.570 kg e 51,5 cm. Uma bebe forte, saudável, linda, observadora e esperta. 

Já na primeira noite que estávamos na maternidade, eu percebi que havia algo errado. A Luiza se afogava com o ar e com a saliva. Ela tinha uma boa sucção mas não mamava tranquilamente. Parecia que algo a incomodava. 


Como eu estava recém operada, minha mãe passou a primeira noite comigo para ajudar nos cuidados com ela. Foram muitos engasgos. Minha mãe chamava a enfermeira, que dizia que era normal aquilo pois a Luiza tinha engolido água do parto. Foi uma noite difícil. Todas as vezes que comentávamos sobre os engasgos, nos diziam que estava tudo bem e que ela estava se adaptando ao novo espaço fora da barriga. 


No dia seguinte, a Luiza chorou muito. A única forma dela ficar tranquila era em pé no nosso colo. Tentei varia vezes dar o peito, ela não quis. Ela esfregava o rosto e nada. Pensei até que o leite não estava descendo por causa da cesárea. Passei o dia em pé, recém operada, com ela nos braços pra acalmá-la. 


A noite ela chorou muito. Achei que era fome. Levamos ela no banco de leite e  ela tomou leite no copinho. Depois dormiu o resto da madrugada (nisso já eram 03 horas da manhã). Além desse desconforto, eu sentia uma ronquidão no peito dela e também uns sons diferentes quando ela respirava. Parecia um apitinho. 



Novamente ouvi a história da água do parto, que em seguida passaria. Após muito estresse, tivemos alta e fomos para casa. Achei que em casa ela se acalmaria, eu ficaria mais tranquila e tudo ficaria melhor. E que com o tempo aquele desconforto iria embora. 


Em casa ela mal pegou o peito. Fui obrigada a pedir pra minha irmã (que tem uma bebê com 13 dias de diferença) amamentá-la porque achei que ela estava com fome. E assim foi. Ela mamou com dificuldade, mas mamou. Com o passar dos dias, meu leite desceu e ela conseguiu mamar.


Eu notei que ela mamava com certa dificuldade, que aquele ronco no peito estava pior e o barulho também. Quanto mais agitada ela ficava, mais barulho fazia. Fomos na primeira consulta com a pediatra no Posto de Saúde. Luiza estava com 20 dias. A médica disse que estava tudo bem, que o ronco que ela fazia era normal e que até ela completar um mês sumiria tudo. Sai da médica com o coração apertado e meu marido sugeriu que levássemos ela ao Hospital Infantil. 


Eu relutei e não quis porque, como a Luiza era muito pequena e não tinha imunidade, a orientação da pediatra era de que não deveríamos deixar ela exposta a outras doenças. E isso aconteceria no hospital. Meu coração de mãe sabia que algo estava errado. 

Até que passei uma noite inteirinha com ela acordada. Ela fazia aquele barulho assustador, aquela ronqueira no peito e tinha muita dificuldade de respirar. Foi então que no dia seguinte marquei uma consulta particular. 


Levamos a Luiza na consulta e a médica nos encaminhou com urgência ao hospital infantil porque desconfiou de bronquiolite. Ela suspeitou de laringomalácia. Levamos a Luiza imediatamente ao hospital. Nesse dia, ela passou por exame clinico e fez raio-x do pulmão. Com os resultados, a peditra entrou em contato com o otorrino e diagnosticaram a laringomalácia. Fui orientada a começar o tratamento ambulatorial com o otorrino. 


E assim foi. Na mesma semana, agendamos uma consulta particular com uma otorrinopediatra. Esperar pelo encaminhamento dos SUS demoraria muito e eu estava muito preocupada. Fomos na primeira consulta com a Dra. Ela era uma médica maravilhosa e muito atenciosa. Confirmou o diagnostico de LM e  começou a tratar o refluxo. Ela nos explicou que a laringomalácia e o refluxo andam de mãos dadas. Receitou um remédio, orientou a lavagem nasal com soro e pediu para que retornássemos em uma semana para fazer a fibronasoscopia. 


Retornamos em uma semana mas não conseguimos fazer o exame. O aparelho que a Dra tinha, não passava no nariz da Luiza. Fomos orientados a continuar o tratamento e retornar em um mês para tentar novamente fazer o exame. Nesse meio tempo a Luiza tinha varias crises, fazia esforço para respirar e o estridor era muito alto. Mas pelo menos agora sabíamos do que era. Mesmo assim eu ficava desesperada e sem saber o que fazer. Fazia as lavagens no narizinho dela, colocava ela pra dormir elevada e nada resolvia. Apenas dava uma amenizada. 


Gravava vídeos e mandava pra médica. Ela me orientava que era daquele jeito mesmo e que não era para me preocupar. Em um mês, retornamos ao consultório na esperança de que a Luiza faria o exame. Chegando lá, como ela estava muito agitada e tinha chorado bastante, ficou mais evidente o esforço respiratório e o barulho do estridor mais alto. A médica, que nunca tinha visto ela daquele jeito e ficou preocupada. 


Ela chamou o pneumo e eles acharam melhor irmos ao hospital porque desconfiaram que seu pulmão estivesse com secreção. Saímos do consultório com o encaminhamento e fomos direto ao hospital. A Luiza, neste dia, completava 02 meses. Foi então que aconteceu a internação. 


A médica constatou que ela fazia muito esforço pra respirar e colocou ela no oxigênio. Deixou ela internada para avaliar o caso e fazer a fibrobroncoscopia. Esse foi um dos piores dias da minha vida. Fizeram exames de sangue nela, não achavam a veia porque ela ser muito pequena e a veia sumia. Ela chorava muito e os sintomas pioravam. 


Eu também chorei muito porque não me conformava com tudo o que estava acontecendo. Ficamos dois dias no hospital e, no fim, não fizeram o exame nela porque o aparelho estava em manutenção. Nos encaminharam então para atendimento ambulatorial com o otorrino pelo SUS. Como a Luiza tinha ficado internada, o encaminhamento seria mais rápido. 


Em uma semana nos ligaram para consulta. Foi então que conhecemos o nosso otorrino. Um grande médico. Ele sabia muito sobre o assunto, nos deixou muito tranquilos e explicou tudo sobre a LM. Ele confirmou o diagnóstico. Não conseguimos (novamente) fazer a fibrobroncoscopia porque o aparelho do hospital ainda estava em manutenção. Acabamos optando por fazer o exame no consultório do Dr (particular mesmo) para acabar com a nossa angústia de uma vez. Constatou-se que a Luiza tinha laringomalácia moderada. 


Ele nos disse que ela poderia ter sintomas até os dois anos e que deveríamos continuar com as lavar o narizinho dela com soro. Como no exame não haviam vestígios de refluxo, ele suspendeu a medicação. Nesse mesmo dia, a Luiza estava com muita tosse e um chiado diferente. Uns dias antes eu tinha levado ela no pediatra. Ele disse que era apenas uma gripe e que não era pra me preocupar. Mas durante o exame o médico viu que ela estava com secreção e prescreveu um tratamento por 10 dias. 


Após esses 10 dias, a Luiza ainda estava tossindo e tinha um chiado estranho. Fui no posto de saúde vaciná-la e a técnica achou que ela não estava bem. Chamou a médica. A médica pediu para que levássemos a Luiza no pronto atendimento para fazer um raio-x porque, de fato, ela estava com muito chiado. O raio-x estava bom mas os médicos me disseram que ela estava com bronquiolite e nos indicaram tratamento com broncodilatador. E pouco a pouco ela está melhorando. 


Amanhã a Luiza completa 04 meses. Graças a Deus eu tive força pra entender e passar por tudo isso com ela. Hoje fico muito mais tranquila e me viro bem melhor. O estridor tá quase desaparecendo. As vezes ela faz mais barulho quando se agita um pouco ou quando fica gripadinha mas, em comparação ao que era no início, já melhorou muito. Para as mamães que descobriram a LM agora eu tenho a dizer que tudo passa... E que vocês não estão sozinhas!!! 😘

Um comentário:

  1. Oi Sabrina, obrigada por compartilhar!A experiência de vocês me fortaleceu!

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