Translate

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Gustavo: o amor tudo pode 💙

Olá mamães quero compartilhar com vocês a minha história 📜💗

Gustavo nasceu de 38 semanas. Logo após o parto, ele já foi direto pra UTI por falta de oxigenação. Inicialmente os médico achavam que era algo no pulmão ou no coração mas, depois de 20 dias investigando e fazendo exames, descobriram que era laringomalácia grave.

Tentaram remover o tubo de oxigênio quatro vezes. Ele ficava muito cansado e parecia impossível ir para casa. Foi então que sugeriram a traqueostomia.

Resolvi me inteirar do assunto e vi que a traqueo era a melhor solução naquele momento. Ela traria qualidade de vida pro meu filho ajudando no seu desenvolvimento e no ganho de peso. 

Nesse meio tempo ele pegou uma infecção perigosíssima. Mas graças a Deus em uma semana e meia já não tinha mais nada. Então a traqueo foi colocada. Ele passou pelo desmame do oxigênio e conseguiu ficar em ar ambiente. 

Como não conseguimos home care, recebemos no hospital o treinamento necessário para trazê-lo para casa. E finalmente Gustavo recebeu alta. Foi um misto de alegria sem fim e um medo muito grande de não conseguir dar conta sozinha pois cada banho, cada alimentação, exigiam muito cuidado e atenção. 

Nenhuma gota de água ou qualquer tipo de coisa pode cair na traqueo. Como ele tinha refluxo, tínhamos que ficar de olho sempre pra que quando regurgitasse, não fosse nada para traqueo. Fora o medo de machucar nas aspirações e as temidas rolhas (quando a secreção seca obstrui a traqueostomia). 

A médica disse que levaria de seis meses a um ano pra melhorar. Desde então ele vem sendo acompanhado pela gastro, neuro, fono, cirurgião, pneumo e pediatra. E fazendo o exame de broncoscopia a cada quatro meses pra saber como está a laringomalacia. Graças a Deus fizemos semana passada e tanto a LM quanto a a estenose dele estão discretas. 

Dia 07 temos retorno com cirurgião pra indicar a melhor conduta nesse momento. Estou ansiosa e com muita fé que ele vai tirar a traqueo o mais breve possível.

Só o Senhor sabe o quanto sofri, em quantos pedaços meu coração foi quebrado, quanto medo eu senti naquela UTI durante dois meses, quantas lágrimas derramei e derramo até hoje. Mas Ele nunca me deixou cair mesmo quando eu já não tinha mais forças. Me fez ser forte a cada dia pra não desistir do meu amor maior: meu filho. Como eu o amo!! Mesmo diante do cansaço extremo, vê-lo bem, aprontando e com saúde me faz ser muito feliz.

Hoje ele está com 09 meses. Ainda está abaixo do peso e tem aplv. Mas logo, logo eu creio que estará 100% 💚💚💚
Mamãe Helia


domingo, 25 de fevereiro de 2018

O que é traqueomalácia

A traqueomalácia é um colapso da via aérea. Durante a expiração, a traqueia se estreita e isso dificulta a passagem do ar. Pode causar ruído e/ou tosse. Também pode resultar em doenças respiratórias recorrentes (ou mesmo dificultar a recuperação desses quadros). Ela pode ocorrer de várias maneiras diferentes. Algumas crianças terão formas leves. Para casos graves, pode ser necessária alguma intervenção para que a criança respire adequadamente.


Vivendo com laringomalácia

O que causa a traqueomalácia?

A traqueia normalmente é sustentada por uma série de anéis em forma de "C" constituídos por uma cartilagem que ajuda as vias aéreas a permanecerem abertas durante a expiração. A forma mais comum de traqueomalácia ocorre quando os anéis são largos e têm a forma de uma letra “U”, fazendo com que a membrana na parte de trás da via aérea interfira na respiração e restrinja o fluxo de ar.

Muitas vezes é afirmado de forma equivocada que a condição ocorre quando a cartilagem ao redor da traqueia não é forte o suficiente para suportá-la. Embora essa teoria tenha sido ensinada há muito tempo, pesquisas mais recentes e a experiência que se tem no Boston Children Hospital, mostram que essa é uma causa incomum. 

Outros tipos de traqueomalácia que ocorrem na parte inferior da traqueia ou brônquios (vias aéreas ramificadas) são conhecidas como broncomalácia. Podem ser causadas também por um cisto (massa) no peito ou nas próprias vias aéreas. 

Quase todos os bebês com atresia de esôfago apresentam algum grau de traqueomalácia. Mas as vezes a traqueomalácia poderá ocorrer sozinha, sem outra condição associada.

A traqueomalácia pode ser congênita (presente ao nascimento) ou adquirida posteriormente. Na forma adquirida, também conhecida como traqueomalácia secundária, pode ser causada por:

- Tratamento prévio para atresia esofágica ou outra condição médica 

- Anomalias cardíacas, como anéis vasculares
- Outras estruturas internas ou massas que empurram a traqueia (fazendo com que ela se estreite)
- Infecções recorrentes
- Tubos de traqueostomia

Quais são os sintomas da traqueomalácia?

Existem muitos tipos de traqueomalácia, alguns sintomas comuns são:

- Respiração ruidosa / estridor
- Infecções frequentes nas vias respiratórias como bronquite ou pneumonia (muitas vezes a criança não consegue tossir de forma eficaz ou mesmo "limpar" os pulmões)
- Tosse (alta) frequente
- Intolerância ao exercício
- Infecções respiratórias prolongadas

Sinais de gravidade podem incluir:

- Engasgos durante a alimentação
- Pausas na respiração, principalmente quando chora ou durante uma atividade cansativa
- Cianose (a criança parece azul porque não está recebendo oxigênio suficiente)

Intrusão Posterior (mais comum): as cartilagens ao invés de formato de "C", tem formato de "U" ou formato de "arco". As cartilagens são fortes mas membrana atras é muito flexível. Então, na expiração, essa membrana vai pra frente.

Vivendo com Laringomalacia
Colapso anterior:um vaso sanguíneo pressiona a traqueia. Então a via aérea fica bem menor na inspiração e ainda mais estreita na expiração. 


Vivendo com Laringomalacia
Compressão vascular (mais raro): está associado a doença cardíaca. Nesse caso as estruturas não se desenvolveram corretamente. Os vasos sanguíneos (alterados) apertam a traqueia e deixam a via aérea com a metade ou mesmo com um terço do tamanho. 




Como é feito o diagnóstico da traqueomalácia?

A traqueomalácia é freqüentemente não reconhecida ou diagnosticada incorretamente como asma, crupe (laringotraqueobronquite) ou, simplesmente, respiração ruidosa. 

Embora essa condição possa melhorar sozinha, algumas crianças não superam formas mais graves de traqueomalácia. Em vez disso, elas se adaptam e acabam convivendo com o desconforto e as complicações.

O primeiro passo no tratamento é formar um diagnóstico preciso e completo. Às vezes, uma criança é diagnosticada incorretamente com asma grave quando realmente tem traqueomalácia. Esta é uma das razões pelas quais é muito importante que o médico tenha experiência em diagnosticar e tratar essa condição.

Existem várias maneiras de diagnosticar a traqueomalácia. Podemos citar:

- Broncoscopia dinâmica trifásica: durante esse procedimento, o médico usa um instrumento fino chamado broncoscópio para examinar as vias aéreas da criança em três situações diferentes (durante a respiração superficial, durante tosse vigorosa e quando as vias aéreas estiverem distendidas com água).

Tomografia computadorizada dinâmica das vias aéreas: é um exame não invasivo que usa equipamentos de raios X e computadores para criar imagens detalhadas e transversais do nosso corpo.

Como é tratada a traqueomalacia?

O bebê deve ser monitorado de perto por uma equipe de atendimento multidisciplinar e poderá se beneficiar de:
- Ar umidificado
- Fisioterapia respiratória
- Dispositivo de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP)
- Acompanhamento da função pulmonar

se apesar do tratamento máximo não se obtiver melhora, a cirurgia pode ser necessária. Muitas famílias (e até mesmo alguns profissionais de saúde) não sabem que existem tratamentos cirúrgicos para as formas graves de traqueomalácia. Os tratamentos dependem do tipo e da localização da traqueomalácia. Ele será personalizado para cada paciente. 

Obs: Alguns desses procedimentos foram desenvolvidos no Boston Children's Hospital e podem ainda não estar disponíveis em outros locais.

Opções cirúrgicas incluem:
  • Aortopexia: procedimento seguro e confiável que fornece alívio imediato e permanente para alguns tipos de traqueomalácia grave. Esta cirurgia expande a traqueia move a aorta (o principal vaso sanguíneo do corpo) para cima e a fixa na parte de trás do esterno.
  • Traqueopexia: semelhante a uma aortopexia, esse procedimento expande e da suporte a vias aérea suspendendo a frente da parede traqueal na parte de trás do esterno. Às vezes o timo é removido para criar mais espaço entre a aorta e o esterno.
  • Broncopexia: este procedimento pode melhorar o fluxo de ar no colapso que envolve as vias aéreas brônquicas.
  • Aortopexia posterior: em algumas situações, a aorta comprime a parte de trás da via aérea. Nesses casos, mover a aorta para trás (fixando-a na coluna vertebral) poderá eliminar a pressão na traqueia e melhorar o fluxo de ar.
  • Traqueopexia posterior: esse procedimento foi desenvolvido no Boston Children's Hospital. É feito o apoio da parede posterior flexível da traqueia contra a coluna vertebral. Pode ser muito mais eficaz do que as outras opções (tanto de forma isolada quanto quando usado em combinação com os outros procedimentos).
  • Ressecção do divertículo traqueal: após a atresia esofágica com o reparo da fístula traqueoesofágica, geralmente permanece uma bolsa ou divertículo que pode reter secreções e colapsar a via aérea. Existem técnicas para ressecar completamente (remover) essas lesões tornando as vias aéreas praticamente normais.
  • Procedimentos combinados: Podem existir mais de uma alteração nas vias aéreas, esôfago ou ambos. Usando uma variedade de técnicas, os médicos podem corrigir essas questões num único procedimento. Ele poderá incluir:
    - Traqueopexia / Traqueopexia posterior
    - Traqueoplastia com deslizamento (uma técnica para tornar as vias aéreas maiores)
    - Esofagolplastia rotacional (uma técnica para girar o esôfago para longe da traqueia, para minimizar as chances de recorrência de uma fístula traqueoesofágica
    - Aortopexia / Aortopexia posterior
  • Colocação de stent: o médico também pode optar por colocar temporariamente um stent na traqueia. Este tubo estreito mantém a traquéia aberta e estimula os tecidos a crescer em torno dela. Stents geralmente são evitados em favor de outras opções cirúrgicas. 
Vivendo com Laringomalácia
Stent
ATENÇÃO
Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico!!! Textos e comentários NÃO SUBSTITUEM a consulta médica. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame a SAMU ou procure o pronto atendimento!



sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Nicolas: amor, força e fé 💚

Quando descobri que ia ser mãe, foi o dia mas feliz! Mas também descobri que poderia perde- lo, pois tive um descolamento importante (que chegou a 65%). Mas Deus é fiel e, com um repouso absoluto, consegui chegar as 37 semanas. 


Fiz cesárea. Estava na expectativa de ver o rostinho do meu bebê tão esperado mas, ao nascer, ele teve uma parada respiratória. Nicolas foi intubado e levado pra UTI neo. Depois de uma hora tiraram o tubo e ele respirou sozinho. Ficou 05 dias na UTI. Fizeram exames e não descobriram o porquê da parada. Ele ficou mas dois dias em observação e teve alta. Nicolas nasceu com 2395kg e 43cm.

Fui para casa com aquele serzinho tão pequeno. Como mãe de primeira viagem, em casa, quando ele fazia um barulhinho (parecia um soluço) eu já perguntava pro pediatra. E ele dizia que era normal. Estava ganhando peso mas não conseguia sugar o peito. Eu tirava o leite e dava chuquinha. Ele engasgava muito. 

Com 02 meses, começou a perde peso e o estridor aumentou. O pediatra dizia que era normal o barulho e em alguns meses passaria. Com 02 meses e meio, levei ele numa gastro (achando ser refluxo). Na mesma hora, a médica mandou interna-lo pois ele estava ficando desidratado. Nicolas começou a se alimentar por sonda por causa do risco de broncoaspirar. 

Começou a investigação e, após 20 dias, descobriram que era laringomalácia. Nunca tinha ouvido falar nisso. O estridor dele só aumentava. Chamamos um otorrino para avaliar e se descobriu que a laringomalácia era grave. Ele tinha apnéias e refluxo também. 

Começamos a pesquisar sobre a LM e descobrimos que existia a cirurgia de correção. Foram mas 40 dias brigando pela cirurgia, pois queriam fazer uma traqueo nele. Nós não deixamos. Existia apenas uma médica que fazia essa cirurgia aqui. 

Apos 60 dias dentro de um hospital, com 05 meses, Nicolas fez a supragloplastia. Foram as 04 piores horas da minha vida. Mas uma, vez meu anjinho foi guerreiro e resistiu. Ficou 05 dias na uti. Após a cirurgia teve que aprender a se alimentar pela boca a respirar direito. Com 07 meses tirou a sonda. Eu passei durante 05 meses acorda olhando meu anjo com medo dele não aguentar. E depois, passava noites olhando ele respirar sem estridor. Como Deus é maravilhoso! 

Hoje ele tem 06 anos, teve um leve atraso mas é um garoto esperto, saudável e bem sapeca.

By mamãe Ana Cláudia

👉 Depoimentos 
Publicado em 23/02/2018

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Só o amor é real

    Faz alguns dias que ando com essa coisa do amor e do real na cabeça. São duas palavras que ilustram bem o que eu sinto em relação ao nosso projeto. Fiquei pensando numa forma de explicar como isso funciona pra mim. Então lembrei da foto de capa do blog e lembrei de como as coisas foram indo e como chegamos até aqui. 

    Já contei a nossa história com a laringomalácia. Já contei da emoção de fazer a primeira abelhinha e mostrei fotos da produção das cartinhas que enviamos. Já falei muito sobre todo amor que envolve nossa causa. Sim, levamos muito (muito) a sério a questão da laringomalácia. Nossa proposta é trazer informações, orientação e apoio as famílias. Mas o amor é o que move esse projeto. Porque o amor é a base de tudo - é o real sentido da vida!!! 

    Em algum momento no ano passado, achei que era hora de tirar a laringe da capa do Facebook e achar algo com mais significado. Então surgiu a abelhinha. No início desse ano, senti a necessidade de modificar as capas do blog e da página. Eu queria que elas realmente mostrassem esse conceito de realidade, mostrassem que existe algo concreto sim por trás de cada palavra. 

    Então busquei algumas imagens que pudessem contar um pouco da nossa trajetória até aqui: descoberta por descoberta, post por post, imagem por imagem, família por família, conversa por conversa. E o resultado foi esse: 

    Vivendo com Laringomalácia, Vivendo com LM, Laringomalácia, Juntos somos mais fortes


    Ok, ok. Não é a imagem mais bem montada da internet: mas eu fiquei orgulhosa do resultado. Não da imagem em si (claro, hehehe). Fiquei orgulhosa de tudo que estamos conseguindo fazer desde a primeira publicação até aqui. 

    Estamos fazendo muitos amigos, estamos tornando o dia a dia de outras pessoas um pouco melhor, tornando a nossa vida cheia de significado: tornando nosso mundo um lugar mais bacana. 

    É uma pequena parte. Sim, é só uma pequena parte. Mas depois que a roda do bem começa a girar é só dar mais um empurrão e ela chega cada vez mais longe! Obrigada a todos vocês que de alguma maneira empurram essa roda comigo 😊😊

    Significado de REAL (Dicionário Michaelis):
    - Que não é imaginário; que tem existência no mundo dos sentidos; concreto, objetivo. 
    - Que não é falso ou imitativo; autêntico, genuíno. 
    - Que não é apenas aparente; verdadeiro. ...
    - Que existe ou ocorre de fato. 
    - O que existe de fato; realidade.

    Se você sente, se você toca, se muda a sua vida... é real ❤ 

    E não esqueça que a sua situação atual não é seu destino final. Você tem uma vida toda pela frente. Independente do que for necessário para o tratamento do seu bebê, tudo ficará bem! Não tem problema ficar triste, sentir medo, desanimar. Pra isso estamos aqui: para comemorar todas as conquistas e para segurar a sua mão quando você não estiver legal. Conte com a gente! O médico cuida da laringomalácia. Nós cuidamos de você.

    A vida é muito preciosa!!! Faça o bem, se importe, seja gentil: afinal só o amor nos completa. Só o amor é real!!!


    Vivendo com Laringomalacia

    Vivendo com Laringomalácia


    👉 Quem somos Como podemos ajudar você
    Publicado 11/02/2018
    Revisado 22/05/2019

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Exames & cia

Quando surge a necessidade de algum exame para o bebê é bem legal saber um pouco mais sobre eles. Isso ajuda (muito) a controlar a ansiedade e também fará com que você entenda melhor o que ele poderá fazer por vocês. 



Nesse post vamos falar um pouco sobre alguns exames que podem ser solicitados para investigar algumas questões que podem estar relacionadas com a laringomalácia (refluxo, engasgos, apneia e cia).


AVISO IMPORTANTE: exames e testes complementares são solicitados sempre a critério médico. Mesmo que você veja alguém comentando que o filho fez um exame "x" e quer saber porque o seu bebê não teve a mesma recomendação, converse com o seu médico. Os exames ajudam muito mas tenha em mente que a maioria tem indicações bem especificas e podem não ser necessários em todos casos. Mesmo exames que não são invasivos podem estressar o bebê. Antes de iniciar uma "cruzada" atrás de requisições e exames, converse sobre isso com o seu médico assistente. Ele vai orientar e auxiliar você na questão de avaliar o que é recomendado para o seu filho (de acordo com o caso dele).



Sobre a escolha do local onde será feito o exame: como recomendação geral sugiro fortemente que você (quando possível) procure conhecer pessoalmente o local/clínica/laboratório. Tente sempre optar por lugares com alguma referência: pergunte para as pessoas que você conhece. Eu busco sempre indicação dos meus médicos e de amigos que conhecem o serviço. E pesquise sobre a empresa na internet: opiniões, fotos, história. 




Não se sinta mal de ligar, escrever e questionar tudo. Ruim mesmo será levar o seu bebê para realizar um exame e ser surpreendida com algum detalhe que você nem imaginava. Sempre pode acontecer, ok. Mas a chance é muito menor quando você está preparada e consciente do que será feito e como será feito. 




Tudo que envolve bebês já é delicado por natureza e alguns exames (como a polissonografia, por exemplo) demandam que você passe muitas horas na clínica então faz TODA diferença alinhar como as coisas são feitas e onde vocês ficarão durante todo o processo. 




Junto com alguns dos exames, estão links para as listas de sugestões de perguntas que você pode fazer no agendamento do exame e/ou para o seu médico. 




São listas traduzidas/adaptadas da CopingwithLMe que ajudam (muito) a esclarecer dúvidas e evitar mais preocupações. E isso é tudo que você não precisa agora: preocupações extras.

👉 Exames & cia 


A nasofibrolaringoscopia (já ouvi variantes como videonasoscopia ou fibronasoscopia) é um procedimento através do qual o médico pode visualizar a laringe (até um pouco acima das cordas vocais) por vídeo através de uma fibra flexível introduzida pelo narizinho do bebê. É feito pelo otorrino em consultório. O procedimento é feito com o bebê acordado, é bem rápido (dura poucos minutos) e é indolor (desconfortável, chatinho - mas indolor). Esse exame é fundamental no diagnóstico da laringomalácia porque é a partir dele que o médico pode confirmar que, de fato, o estridor/sintomas do bebê são causados pela laringomalácia e descartar mais alguma questão que possa precisar de atenção. 

Vivendo com Laringomalacia
http://kidshealth.org/

Broncoscopia ou fibrobroncoscopia: é uma exame feito para inspecionar toda a via aérea. Geralmente também é feito com equipamento de fibra flexível e vídeo. Durante o procedimento o bebê estará dormindo (sob anestesia geral). É realizado no centro cirúrgico (UTI pediátrica). Esse procedimento poderá ser solicitado quando o médico achar necessário avaliar se a criança tem mais alguma questão associada (como traqueomalácia, por exemplo), se existir algum sinal de gravidade, se precisar avaliar a respiração do bebê durante o sono, caso exista indicação cirúrgica, etc.  

Veja também: O que perguntar para seu otorrino


Vivendo com Laringomalacia
http://www.wikipedia.org


Polissonografiaé um exame que pode avaliar várias funções do corpo durante o sono como: a atividade do cérebro, o movimento dos olhos, atividade muscular, freqüência cardíaca, esforço respiratório, fluxo de ar e níveis de oxigênio no sangue. Esses testes são usados para diagnosticar apnéia do sono e determinar sua gravidade. O exame geralmente é feito durante a noite (durante toda a noite). 

Veja também: 
O que perguntar antes da polissonografia

Vivendo com Laringomalácia, Laringomalácia, Vivendo com LM, Polissonografia

Teste de deglutição ou videodeglutograma: é um raio-x dinâmico feito com a criança ingerindo líquido/alimento com contraste (bário) para determinar, através das imagens, como está a deglutição e se ela está aspirando alguma parte do que está ingerindo para os pulmões. Geralmente é solicitado caso o bebê que apresente engasgos importantes e/ou dificuldades para engolir. 

Veja também: O que perguntar antes do teste de deglutição


Teste de deglutição, vivendo com laringomalacia, laringomalacia, vivendo com LM
http://wikipedia.org/
PHmetria: é um exame feito através de uma sonda fina colocada geralmente pelo nariz até o esôfago para medir o PH da região e auxiliar no diagnóstico e tratamento do refluxo. A colocação da sonda é rápida e as leituras são feitas ao longo de 24h (que é a duração do exame). 


👉 Dúvidas?!

Publicado 06/02/2018
Revisado 19/02/2019

Especialidades & procedimentos

Junto com um bebê nasce uma mamãe, nasce um pai... Nasce uma família! 


No início a gente fica muito perdido. São muitas ❔❔❔ e um novo ser humano está aqui: completamente dependente da gente. É normal que a chegada de um bebê por si só deixe a gente cheia de dúvidas e preocupações em conseguir dar conta de tudo. Então aí está você, tentando se adaptar a tantas novidades e eis que surge o diagnóstico da laringomalácia 😱🙆 E agora?! 



Bom, agora você terá mais algumas questões para lidar. Mas prometo que você dará conta!! Você conhecerá mais alguns médicos e procedimentos, vai ler e ouvir muitos nomes novos (alguns meio feios inclusive). Você vai começar a pensar sobre coisas que nunca ouviu falar e que farão parte da sua vida nos próximos meses. Entender melhor tudo isso vai ajudar muito nesse processo. 



No final do ano passado, após uma experiência bem decepcionante com um exame, achei que poderia ser bacana criar um post (que viraram dois na verdade) para tentar explicar um pouco sobre as coisas que você precisa saber e reunir informações que ajudem a passar por tudo isso da forma mais tranquila possível.



Fiz um pequeno resumo sobre o que tratam algumas das especialidades que você pode precisar ao longo dessa jornada e busquei informações sobre alguns exames e procedimentos que podem ser solicitados também. Além disso, vou colocar os link de uma lista com sugestões de perguntas para você fazer na sua primeira consulta e/ou quando for agendar exames específicos. Essas listas são baseadas nas listas que existem no site da CopingwithLM com alguns toques pessoais - experiências minhas e relatos do pessoal dos grupos. Sinta-se livre (e convidadíssimo) a mandar as suas dicas pra gente também.


👉👉👉 Lembrando que temos uma lista de otorrino pediatras e de pediatras e outras especialidades (indicações das famílias dos nossos grupos & médicos que acompanham nossos bebês).
Especialidades médicas
http://hospitaldeloule.com
Especialidades


Otorrinolaringologia (ORL): é uma especialidade médica com características clínicas e cirúrgicas. Estuda e trata as doenças da orelha, nariz, seios paranasais, faringe e laringe. Veja também: o que perguntar para seu otorrino



Gastroenterologia ou Gastrenterologia: é a especialidade médica que se ocupa do estudo, diagnóstico e tratamento das doenças do aparelho digestivo.



Neurologia é a parte da medicina que estuda e trata todas as doenças que envolvem o sistemas nervoso (incluindo os vasos sanguíneos e músculos). 



Genética médica é a área responsável pelo estudo das doenças genéticas e pelo aconselhamento genético. Compreende diferentes áreas incluindo: o atendimento clínico, a realização de exames de diagnóstico laboratorial e a pesquisa de causas e padrões de herança das doenças genéticas. 


Procedimentos



- Supraglotoplastia: é uma técnica cirúrgica na qual as estruturas da laringe são alteradas para melhorar a respiração. É uma intervenção feita na via aérea (de acordo com cada caso) e que tem por objetivo diminuir a obstrução causada pela laringomalácia. 



- Traqueostomia: a traqueo é um procedimento cirúrgico que cria uma abertura através do pescoço na traquéia. Um tubo é colocado através desta abertura para fornecer ar aos pulmões. A traqueostomia é necessária se seu bebê tiver sintomas graves de laringomalácia e a supraglotoplastia não puder resolvê-los.


Vivendo com Laringomalacia




👉 Dúvidas?!
Publicado 06/02/2018
Revisado 19/02/2019